Monday, July 24, 2006

Aula 1 – 24/07/06


Jogavamos Caxangá

Torrentes de suor, mãos frias, borboletas no estomago, confusão física e mental.
Não, isso não é nenhuma descrição de alguma doença psicopatológica qualquer. São apenas sensações que antecederam meu primeiro dia de aula.Porque eu só vejo o ponteiro dos segundos?
Bi biiii! O coletivo chegou. Na janela eu vejo meu reflexo amedrontado e cheio de dúvidas, um incerto, como um ébrio. Além da janela, além dos meus trejeitos de calouro refletidos, vejo pessoas na rua, muitas delas... Já é fim de tarde, algumas saindo do serviço outras já chegando em casa e mais à frente alguém desce, outros sobem e embalado nessa confusão cotidiana eu penso em ver além disso tudo. Então fecho os olhos e de repente um sorriso brota em meu rosto, pois me lembro que é um novo começo, um sonho antigo, mas uma vida nova, assim eu acredito é a minha vez de FAZER HISTÒRIA.
Cheguei. Dezenas de pessoas descem, mas mais parece um batalhão. Escuto alguém dizer: “rapaz, mas isso é grande, hein?”. É... Ele estava certo. Tão grande que chego a me perder uma, duas, três vezes rumo a quadra, onde serão apresentados os diretores dos cursos de graduação, como dizia o folder que me entregaram no dia da matricula.Desfile de diretores feito, turmas divididas lá vamos nós rumo a primeira aula. Esperei muito tempo para isso e ansiedade se torna um adjetivo minúsculo.
Trinta, quarenta pessoas em sala quando de repente ELES, como heróis míticos, cavaleiros do apocalipse adentram a sala, meus professores.
Após breves discursos vejo meu ídolo, o exemplo mais próximo de pessoa bem sucedida, André Azevedo, com um pacote na mão, provavelmente O livro, penso eu; não, não era. Era na verdade um amontoado de caixas de fósforo. Fizemos um circulo e começamos a brincar de “Escravos de Jó”. Conseguimos concluir a brincadeira e descobrimos que para concluir um objetivo, principalmente quando temos curto prazo, é necessário agir de forma organizada, em sintonia e nos respeitando mutuamente.Eu esperava um discurso do André, uma exposição ou argumentação ferrenha, mas de qualquer modo dada às devidas proporções da dinâmica foi tudo bem divertido.

1 Comments:

Blogger JuNiM said...

Vixe heim cara, poesia pura!
Muito bom!
Boa sorte aí nesse novo blog cara!
Abração!
T+

5:02 AM  

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